O continente africano nunca esteve tão carecido de diplomados qualificados em demografia. A África Subsariana está confrontada com um elevado crescimento populacional e com o respectivo impacto no ambiente, extrema pobreza, insegurança alimentar e doenças transmissíveis e está sobrecarregada com um número crescente de doenças não transmissíveis.
O crescimento da população criou uma nova face de pobreza: uma percentagem considerável das populações urbanas vive em instalações precárias superlotadas, conhecidas vulgarmente por bairros de lata. As experiências dos pobres que vivem nas cidades caracterizam-se pela acumulação de pessoas em espaços demasiado exíguos, por deficientes condições sanitárias, pela falta de segurança e pela falta de serviços sociais e de saúde.
No entanto, a maior parte dos países africanos tem falta de formação demográfica de alto nível, relevante e coerente, especialmente no que diz respeito ao trabalho prático no terreno. Verifica-se, em especial, uma falta de conhecimento sobre o estado da pobreza urbana, que se agrava, de que resultam intervenções deficientemente orientadas pelos governos e pelas organizações internacionais.




