
Os desafios para a saúde pública em África são enormes. 738 milhões de pessoas que vivem na região, 11 % da população mundial, continuam a suportar 25 % do fardo de doenças à escala mundial. As principais causas de morbilidade e de mortalidade são a malária, o VIH/SIDA e as doenças diarreicas. A proporção de crianças que morrem antes dos 5 anos de idade varia entre 11,3 e 29,6 %.
O problema é agravado por uma grande escassez de trabalhadores do sector da saúde. A densidade de mão-de-obra é de 0,8 por 1000 pessoas, em comparação com a média mundial de 4,2. A escassez de trabalhadores do sector da saúde é exacerbada ainda mais pelo crescente êxodo de profissionais da saúde para países mais desenvolvidos. As taxas de trabalhadores do sector da saúde que migraram de países em África variam de 8 % até um máximo de 60 % (1).
Além disso, em vários países, os pagamentos directos são elevados em relação aos rendimentos das famílias e constituem um factor importante que conduz à pobreza. O custo de tratamento para um adulto com VIH/SIDA, acrescido da perda de rendimentos devido ao tempo de ausência do trabalho, pode levar uma família inteira a viver abaixo do limiar da pobreza.
Considerações e estatísticas deste género levaram a que 11 redes de universidades e profissionais da saúde em África e na Europa tentassem abordar estas questões através de projectos EDULINK. Todos partilham o objectivo comum de combater sistemas de saúde injustos e uma crise em matéria de pessoal de saúde através do desenvolvimento da investigação,daprática eda formaçãono domínio da educação sanitária.
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(1) Estatísticas 2008, Organização Mundial de Saúde




